Primeiro as coisas primeiras — e tudo começou com a fotografia

Sempre tem uma primeira vez para tudo que se faz na vida. No entanto, seja por pouca idade ou por falta de importância do acontecimento, a maioria desses momentos se esvai da lembrança. Não lembro, por exemplo, a primeira palavra que disse ou que escrevi, a primeira música que ouvi e gostei muito, a primeira vez que fui à praia, ou a primeira vez que comi feijão com arroz. Em meio às lembranças soltas da infância, a primeira coisa que surge em meu pensamento quando se trata de uma “primeira vez” é fotografar.

Posso recordar como se tivesse acabado de acontecer a minha estreia pressionando um disparador: tinha por volta dos três ou quatro anos e estava de viagem em Fortaleza, no Ceará. Sendo filha única naquela época, eu era o alvo preferido dos meus pais e qualquer novidade merecia um click. Eis que fascinada por aquela maquininha fabulosa de congelar momentos, decidi que era chegada a hora de desempenhar um novo papel. De personagem queria passar a ser narradora. E foi minha mãe quem me deu as instruções necessárias.

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